Reencantar a educação: Rumo à sociedade aprendente - Que significa hoje aprender?

Reencantar a educação: Rumo à sociedade aprendente - Que significa hoje aprender? - Nessa perspectiva transdisciplinar, os novos desafios que a educação está enfrentando se transformam de assustadores em fascinantes

Livro: ID nº (ISBN etc.): 85-326-2024-8 Chave BibTeX de citação: Assmann1998

ASSMANN, H. Reencantar a educação: Rumo à sociedade aprendente (3. ed.) Petrópolis: Vozes, 1999.
Adic. por: robert 2008-03-07 12:04:41 Modif. por: robert 2008-03-08 09:08:51 B

Categorias: Aprendizagem, Pedagogia, Sociologia educacional
Criadores: Assmann
Editor: Vozes (Petrópolis)

http://www.maisubsidios.com/wikindx3/index.php?action=resourceView&...
Resumo
A pergunta que significa hoje aprender? é abordada neste livro de maneira nova e inusitada. O autor faz confluir para um único cenário de reflexão os avanços das tecnologias da informação e da comunicação, as novidades das biociências, as pesquisas sobre o cérebro humano, as profundas transformações da vida cotidiana e as novas ameaças de exclusão social. Nessa perspectiva transdisciplinar, os novos desafios que a educação está enfrentando se transformam de assustadores em fascinantes.

As biociências descobriram que processos de vida e processos de aprendizagem são no fundo a mesma coisa. E o novo contexto tecnológico da sociedade de conhecimento toma a aprendizagem, ao longo da vida inteira, um imperativo de sobrevivência. Nesse contexto, os frutos da educação já não podem resumir-se a conhecimentos acumulados, mas devem avaliar-se nas experiências de aprendizagem e na competência para continuar aprendendo.

Em muitos campos, o mais decisivo é saber descobrir caminhos para aceder a novos conhecimentos. Em vez de concentrar-se no simples repasse de saberes supostamente prontos, a educação precisa preocupar-se doravante com ecologias cognitivas que propiciem experiências de aprendizagem. Vários capítulos deste livro podem ser lidos separadamente, mas seu conjunto se estrutura em tomo de um amplo Glossário de 75 conceitos (verbetes), que por isso mesmo está situado no meio, e não ao final do livro. A maioria dos verbetes conclui com sugestões sobre a ligação desses conceitos com o dia-a-dia das relações pedagógicas.

O pressuposto fundamental com o qual o autor trabalha ao longo de todo o livro é que a complexidade auto-organizativa da vida é a necessária metáfora-guia para analisar as formas da constmção do conhecimento. Alguns dos 75 verbetes do Glossário: Aprendente, Auto-organização, Autopoiese, Bio-semiótica, Campo (teoria de), Campo semântico. Caos (teoria do), Ciberespaço, Cognição/Cognitivo, Complexidade, Condições iniciais, Corporeidade, Ecologia cognitiva, Estruturas dissipativas, Hipertexto, Holograma social, Inteligência artificial. Máquinas aprendentes, Memética, Morfogênese, Organização aprendente. Prazer, Prazerosidade, Relação pedagógica, Rizoma, Simbiose, Sinergética, Sistemas (teoria de). Sistemas complexos, Transdisciplinaridade, Transversalidade, Virtual/Realidade virtual.

O autor
Hugo Assmann é gaúcho, filósofo, sociólogo e teólogo. Trabalha atualmente na pós-graduação em Educação (mestrado e doutorado) da UNIMEP Piracicaba, SR Tem numerosas publicações em vários idiomas. Seu último livro, anterior a este, foi: Metáforas novas para reencantar a educação (Piracicaba, Ed. UNIMEP, 1996, 25 ed. 1998 [veja mais dados sobre o autor no final do livro]).

Adic. por: robert Modif. por: robert




Sumário/Notas
SUMÁRIO

Prefácio
Prólogo

PRIMEIRA PARTE: APRENDÊNCIA: A UNIDADE ENTRE PROCESSOS VITAIS E COGNITIVOS

1. Sociedade aprendente e sensibilidade solidária
A história inumana entrou numa virada sem precedentes
Sociedade do conhecimento enquanto sociedade aprendente
Sociedade aprendente e empregabilidade
Era das redes e sensibilidade solidária

2. Reencantar a educação
Hoje, educar significa defender vidas
"Conhecimento" virou assunto obrigatório
Educar é a mais avançada tarefa social emancipatória
Prazer e ternura na educação
O caráter pluri-sensual do conhecimento
Unificar instrução qualificada e criatividade (alguns lembretes)
Educação e sedução

3. Que significa "aprender"?
Ignoramos ainda muita coisa sobre o que é aprender
Formamos parte de sistemas aprendentes
Nossos sentidos não são janelas, mas interlocutores do mundo
Aprender é uma propriedade emergente da auto-organização da vida
O sistema inteiro se modifica ao aprender
Crítica ao conceito de representação
A morfogênese social da aprendizagem Formas do aprender - formas do pensar

4. Ampliar o cenário de referências da pedagogia
Pedagogia e biociências: um encontro imprescindível Lições da evolução e das biociências para a pedagogia

5. Teses sobre a auto-organização
Imbricação mútua de vários conceitos afins
Algumas características dos processos auto-organizativos
Breves teses sobre a auto-organização
Tese geral sobre a auto-organização da corporeidade viva
Teses complementares sobre a auto-organização

6. Simbiose: imersos em linguagens e campos semânticos
A dança das palavras e os campos semânticos
Educar é desencadear a auto-organização de linguagens
O torvelinho de novas linguagens científicas de hoje

7. Redemoinhos de linguagens e rizomas de conceitos


Redemoinhos conceituais por todo lado
Da árvore do conhecimento aos rizomas de conceitos
Breve amostragem de rizomas de conceitos
tudo é processo evolutivo
o surgimento das formas
o que somos
a dinâmica básica,
teorias sistêmicas
teorias de campo
a dinâmica da vida
unidade de processos vitais e cognitivos (aprendência)
informação/comunicação
contexto atual: sociedade aprendente
construção do "real"
a escola como organização aprendente

8. Os vários tipos de organizações aprendentes
Que é uma organização aprendente?
Organizações aprendentes pequenas e médias
Macro-organizações aprendentes
Organizações aprendentes híbridas
A escola como organização aprendente

9. Transdisciplinaridade: por uma racionalidade transversal
Transmigração de conceitos e viragem epistemológica
Extrapolações e usos superficiais
No fundo a questão é epistemológica
Transdisciplinaridade para melhorar as disciplinas
Transversa(ti)lidade e razão transversal
Anéis de Moebius no cérebro/mente...

10. A inclusão do ético-político na própria epistemologia
Uma questão distorcida por muitos equívocos
Como se constituem as nossas realidades?
Uma epistemologia para construir realidades abertas
Educação e racionalidade técnica

11. Notas sobre a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner
Situando a teoria das "inteligências múltiplas"
O esquema que se costuma divulgar
Reservas críticas Gardner reapreciando a sua teoria

SEGUNDA PARTE: APRENDER NA ERA DAS REDES: GLOSSÁRIO DE CONCEITOS

Observação prévia

Lista dos 75 verbetes e/ou conceitos


Glossário

TERCEIRA PARTE: TEMPO PEDAGÓGICO: CHRÓNOS E KAIRÓS NA SOCIEDADE APRENDENTE

12. Atualidade da questão do tempo e do espaço
O objetivo: ligar a questão do tempo com a pedagogia
Alguns pressupostos ético-políticos
Exemplos de verbalização da problemática

13. Sociedade aprendente e redimensionamento do tempo
O campo semântico da União Européia sobre a Sociedade aprendente
Da Sociedade da informação à Sociedade aprendente
O redimensionamento do tempo

14. Re-lembretes sobre a fé no relógio
Origem e manifestações da fé no relógio
Quadros: O relógio: origem do seu poder metafórico
A fascinação pela metáfora do relógio
4 domínios da metáfora relógio: Deus, Cosmo, Corpo, Estado
Lógica temporal: a pluritemporalidade nos sistemas complexos
A ameaça do tempo único: o teletempo de Telépolis

15. Tempo do relógio e racionalidade moderna
A obsessão pelo tempo exato e a razão instrumental
Mecanismos do relógio e mecanismos da economia
O tempo do relógio está implodindo

16. Redescobrir a complexidade do tempo
O tempo não se deixa capturar pelo mercado
O tempo tem muitos nomes
Quadro: Alguns dos muitos nomes do tempo
O redimensionamento atual do espaço e do tempo

17. Três tendências na filosofia contemporânea do tempo
A tendência unificadora dos conceitos de tempo
A tendência de pluralização dos conceitos de tempo
A tendência que relativiza e historiciza o tempo
Um novo patamar de reflexão: flecha do tempo e pluritemporalidade

18. Tempo e finitude humana: nada vale mais que o agora gratuito
Absolutos vorazes para esvaziar o presente? (as gnoses)
Um imaginário transtemporal para ficar de bem com a vida
Tempo e movimento: o limite da luz não vale para o conhecimento
Sobre solstícios míticos e mesmices escolares

19. Corporeidade, auto-organização e tempo vivo
Corporeidade viva e tempo biológico
Tempo e espaço no cérebro/mente
A temporalização do cérebro/mente se chama aprender

20. Tempo pedagógico: sobre a fruta na casca dos horários
As temporalidades da pedagogia
Os tempos curtos da mídia e o tempo longo da escola
Ritmos temporais da mídia e ritmos escolares
Entrelaçar tempo escolar e tempo vivo dos sujeitos aprendentes

Final: Solte o seu imaginário

A. Bibliografia específica sobre o tempo
1. Textos impressos
2. Textos disponíveis na internet (fev./1998)

B. Leituras de embalo
1. Textos impressos
2. Textos da Internet

Sobre o autor


Para saber mais:

A coragem essencial: formação pessoal em Psicopedagogia
Prof. MS. João Beauclair


Resumo:
Este artigo pretende abordar algumas questões essenciais no que concerne à formação pessoal em Psicopedagogia no nosso tempo presente. Compreende ser necessário ter coragem para re-significar os caminhos da Educação contemporânea e procura traçar os principais dilemas, desafios e tensões presentes na formação pessoal do/a psicopedagogo/a. A partir de uma sucinta discussão sobre os processos de autoria de pensamento como alternativa a tal questão, reforça que a pesquisa e práxis permanente, no agir e no pensar cotidiano, podem colaborar para que novas e significativas aprendências e ensinagens surjam no cenário da formação em Psicopedagogia no Brasil.
"A palavra coragem tem a mesma raiz que a palavra francesa coeur, que significa "coração". Assim como o coração irriga braços, pernas e cérebro fazendo funcionar todos os outros órgãos, a coragem torna possíveis todas as virtudes psicológicas. Sem ela os outros valores fenecem, transformando-se em arremedo da virtude."
MAY, Rollo.


A coragem de criar. Ver bibliografia.


Consultor e professor nos cursos de Pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional da Fundação Aprender, Varginha, Minas Gerais; consultor e professor nos cursos de Pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional e de Pós-graduação em Fundamentos do Ensino da Arte do Instituto de Educação Segmento, Salvador, Bahia; Conferencista e palestrante sobre temas educacionais em diversos eventos, congressos e fóruns nacionais; Professor nos cursos de Pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional da Fundação São José, Itaperuna, RJ; Psicopedagogo pela UCAM - Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro; Mestre em Educação e Pós-graduado em Planejamento Educacional pela Universidade Salgado de Oliveira - Rio de Janeiro; graduado em História pela Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia; Especialista em História do Brasil pela UFF - Universidade Federal Fluminense; professor na rede pública estadual do Rio de Janeiro; Associado a ABPP: Associação Brasileira de Psicopedagogia e da ABRH: Associação Brasileira de Recursos Humanos; escritor, ambientalista, poeta, ensaísta e autor de diversos artigos sobre Psicopedagogia, Educação, Meio Ambiente, Ecologia Humana, Direitos e Valores Humanos. Coordenador da Coleção Olhar Psicopedagógico, da Editora WAK, Rio de Janeiro. e-mail: joaobeauclair@hotmail.com ou joaobeauclair@yahoo.com.br

Palavras-chaves: Psicopedagogia, formação pessoal, oficinas psicopedagógicas, processos de autoria de pensamento.


Texto completo:
http://www.abpp.com.br/artigos/43.htm

A IMPORTÂNCIA DE UMA NOVA VISÃO SOBRE A EDUCAÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE
Simone Rodrigues1
Orientadora: Beatriz Helena Dal Molin2

“Ensinemos nossos filhos a venerar o mundo e a consciência
que o ilumina. Façamo-los perceber o caráter sagrado, mágico
da vida: esse inimaginável emaranhado de todas as formas e
todas as histórias possíveis que se originam infinitamente
no espaço unitário da consciência. É o fim único da educação
tornar a consciência humana consciente dela mesma e de
sua disposição fundamental: sua expansão onidirecional, sua
liberdade, seu amor por todas as formas e todos os seres”.
Pierre Lévy

Na atualidade, o mundo passa por transformações importantes, tanto em relação ao implemento de novas tecnologias quanto a modificações no modo de vida e de pensamento da sociedade. E isso, de certa forma, altera o processo de construção e propagação do conhecimento. Um desses aspectos é o da velocidade das mudanças, pois, a cada dia surgem novas descobertas científicas e tecnológicas, que tem por intuito melhorar a vida das pessoas.

Assim, acredita-se que se deve ensinar aos jovens o que é de fato o conhecimento. Explicar que ele é uma maneira de traduzir algum aspecto da realidade e, por isso, está sujeito a erros. Com isso, possibilitar que não se tenha uma mentalidade engessada, mas sim, que se deve estar aberto a compreender e perceber que não existem verdades eternas e imutáveis, e que o conhecimento está sempre caminhando, evoluindo.

Igualmente, deve-se perceber a complementaridade e o entrelaçamento entre os diversos saberes existentes, contextualizando-os. Isso é fundamental para um bom entendimento da realidade em que se vive e do lugar que se ocupa no mundo. Afinal, a contextualização é que pode levar os educandos a perceber como o todo está ligado às partes e as partes ao todo, e ter essa visão torna possível a percepção da pertinência dos conhecimentos.

Outro aspecto que, acredita-se, ainda é esquecido no ambiente educacional é o das experiências dos alunos, que são vivenciadas antes, durante e depois de sua permanência na escola. Muitas vezes, os alunos perdem a vontade de estar na instituição escolar e o interesse pelos conteúdos, justamente, por não conseguirem relacioná-los com suas vivências passadas e presentes.

Uma possibilidade interessante para se trabalhar esses aspectos é a utilização do conceito de aprendência2 na educação. Com a troca de experiências entre alunos e professores, o processo de ensino pode se tornar mais dinâmico e instigante para todos, pois, possibilita a percepção de que todos têm algum saber que trazem de suas bagagens de vida, e que este saber pode ser valorizado e repassado a outras pessoas.

O campo educacional não pode ficar alheio a tudo isso. Essa percepção dos acontecimentos deve chegar a escola, para que ali sejam feitas uma reflexão e elaboração de maneiras de ensinar os alunos a lidar com esses aspectos de forma crítica e consciente. Deve-se levar os educandos a perceber que os conhecimentos não são realmente fragmentados, isolados, mas, que há uma ligação entre todos eles para formar o todo de nossa realidade.

Pensa-se que refletir e implementar esses debates é essencial a prática educativa. Isto, instigaria a busca pelo conhecimento por parte dos jovens escolares. Assim, pensa-se que deve haver, por parte dos educadores, uma formulação de estratégias de trabalho com elementos que sejam familiares aos educandos, como televisão, cinema, computador.

Afinal, um dos aspectos mais interessantes da contemporaneidade é o florescer das potencialidades de uso das tecnologias digitais, especialmente o computador, em todas as esferas do cotidiano. Isso propiciou uma revolução de costumes e modos de pensar, principalmente em relação à comunicação e à circulação do conhecimento, alterando a maneira pela qual se tem acesso a esses materiais.

Texto completo:
http://www.unioeste.br/cursos/cascavel/pedagogia/revista/EDUCEREetE...

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Tags: Reencantar_Educacao, Sociedade_Aprendente

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